E vamos logo começar sem enrolações.

A 2ª temporada de The Handmaid’s Tale foi lançada mundialmente dia 25 de Abril e com ela vieram dois episódio em vez de apenas um.

Caso não conheça a série, confere o post que contem um resumão geral ->AQUI<-

 

!! Contém Spoilers !!

1º Episódio: “June”
 
Ok, os primeiros dez minutos foram logo um soco no rosto. Que cena eihm? A intensidade e a dor nos olhos das meninas. pelamordedeus. Atuação fenomenal, como de costume.
“Let this be a lesson to you.”
“Que isso sirva de lição para você”
Aquela sequência do enforcamento me fez pensar na palavra “espetáculo”. Essas aberrações religiosas horríveis e sádicas de Gileade deveriam estar nas arquibancadas, comendo pipoca e apreciando a visão da desgraça das moças nas garras do medo. E isso tudo graças aquele momento positivo de triunfo no final da primeira temporada, quando as servas espontaneamente se recusaram a apedrejar a companheira Janine, se transformara em um terrível sofrimento. Todas essas servas seguiram amordaçadas e com laços no pescoço. Fiquei com o estômago embrulhado, embora tivesse certeza de que até mesmo os sádicos que governam a nação de Gilead não descartariam tão facilmente tantas mulheres férteis. No fim, era apenas para assustá-las e, claro, isso aconteceu.

Essa cena do enforcamento foi cruel ao máximo e não só por causa do fator medo. Pensa comigo, você finalmente encontra uma maneira de sair deste mundo desprezível e em seguida descobre que foi tudo um teatro.


O sofrimento continuou com as servas paradas na chuva gelada, segurando as pedras que eles se recusaram a jogar no ultimo episódio da primeira temporada. Seguido por aquela cena absolutamente horrível no refeitório. Tenho certeza de que June teria sido a primeira a queimar a mão no fogão se a gravidez dela não tivesse sido descoberta, mas só de lembrar Alma gritando e gritando, isso vai ficar comigo por mais algum tempo. A mão que se recusou a atirar pedras, a mão que June tentou pegar quando estavam prestes a ser enforcadas…
E então voltamos ao ginecologista com os “felizes pais substitutos”. Os Waterford ficaram emocionados, embora Serena Joy tivesse, obviamente, que nos dar alguns momentos de seu comportamento esquizofrênico de sempre: ameaças, literalmente seguidas de beijos. E desta vez, não foi um médico amigável que se ofereceu para contribuir com seu esperma, foi um médico negro que literalmente mostrou a June a porta de saída. Ela seguiu pequenas etiquetas vermelhas, ironia muito intencionada, descendo as escadas até um caminhão frigorífico cheio de carcaças congeladas.
June se encontrou e abraçou o açougueiro que lhe entregou o pacote da Resistência na primeira temporada, e depois tinha Nick. “Escapes”, mas apenas proporcionados pelas mãos de homens, porque eles têm todo o poder. Então fiquei pensando que tinha que ser tudo um truque, mesmo enquanto June queimava seu uniforme vermelho, seu longo cabelo loiro e a marca vermelha que ela se livrou cortando a sua própria orelha, e pqp aquela cena me fez estremecer repetidamente.


Os flashbacks desse episódio foram todos sobre a marcha gradual da volta à opressão. Luke teve que assinar um recibo de permissão para que June pudesse comprar contraceptivos, a enfermeira do hospital repreendeu June sobre manter um emprego em tempo integral e dar a Hannah tylenol em vez de ficar em casa com ela. E claro, ela se referia continuamente a June como “Sra. Bankole” em vez de “June Osborne” e ainda insinuava que o “estado” poderia, e deveria, tirar Hannah dela porque June optou por trabalhar.

Este episódio começou onde a primeira temporada terminou, com June sendo levada em uma van preta. Houve um breve respingo da luz do sol antes que ela estivesse presa no escuro novamente. Espero que isso não tenha sido uma antecipação do que acontecerá no final desta temporada.
“Meu nome é June Osborne. 
Eu sou do Brookline, Massachussetts.
Tenho 34 anos
Meço 1,60m
Peso 54,4kg
Tenho ovários viáveis
Estou grávida de 5 semanas
 
… Estou livre.”
 

Próximo Episódio: Unwomen

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